Blog da Moderna
Relacionamento com japoneses
Desde antes eu vir para o Japão, ouvia que os japoneses eram frios, que não eram carinhosos e que era muito difíceis de se relacionar.
Por vivência, eu não tenho uma amostra grande (desde que cheguei aqui, namorei um, terminei, por um curto período saí com outro, mas no fim voltei com o primeiro). Então não posso falar muito por experiência própria, mas tenho relativamente bastante amigo(a)s japonese(a)s aqui e conversamos bastante sobre o assunto.
Eu acho que em geral os japoneses são mais tímidos ou contidos, mas não necessariamente frios. Aliás, não acho muito justo essa generalização que fazem, não só dos japoneses, como de todo mundo em geral.
Conversando com os meus amigos homens, por exemplo, os que não namoram dizem querer alguém especial e os que namoram, quando eu pergunto se gostam da namorada, dizem com orgulho que são apaixonados e que pensam em casamento.
Quando estava solteira no Japão, tive alguns "deetos", ou seja, saí algumas vezes com um rapaz japonês. Ao contrário da imagem que se tem, todos os contatos que tive foram muito fofos e carinhosos.
Num modo geral, eu acho que eles têm uma "pureza", algo diferente. Conversam assuntos mais neutros e realmente perguntam de você, não parece que estão conversando somente com segundas intenções.
Outra coisa que notei, por experiência própria e ouvindo as histórias de amigos, é que o ritmo é diferente, quando comparado ao ritmo dos brasileiros.
Claro que "ficar" no primeiro encontro deve acontecer, mas acho que aqui é mais raro. Porém, é comum flertar, mandar mensagens, elogiar, assim como no Brasil ou outros Países.
Então vou contar um pouco da minha experiência:
O ex/ atual no início era um romantismo só: atencioso, carinhoso, falava de amor o tempo todo. Com o tempo, porém, ele parou de falar e demonstrar, mas acho que isso acontece bastante com brasileiros também, ne? Quando o relacionamento se torna mais longo e estável, acontece de demonstrar menos os sentimentos.
O outro rapaz, com quem saí por um curto período de tempo, foi totalmente romântico. Mesmo sendo por pouco tempo, quando olho para trás, digo que foi uma experiência que me acrescentou muito. Desde o início, ele me pediu em namoro dizendo que queria estar sempre comigo e por todo o tempo que ficamos juntos, não teve um dia sequer que ele não me agradecia por eu estar com ele e dizia o quão feliz se sentia ao estar comigo. Sempre muito educado, carinhoso e atencioso. Mas acabou que eu fui pro Brasil e fiquei uns meses e acabou não dando certo o relacionamento.
E por fim, o rapaz com quem fiz alguns dates. Sempre divertido, conversador, mesmo no meio da rua, me abraçava, andava de mãos dadas (mas isso eu não sei se é porque é Tokyo, talvez nas cidades mais no interior seja diferente).
A dinâmica de paquera é diferente. Pelo ritmo ser diferente, e no geral eles levarem o trabalho e estudos muito a sério, sinto que as coisas caminham com mais calma.
Mesmo que você saia algumas vezes e nada aconteça, muitas vezes já é considerado casal.
No começo eu não sabia falar japonês, então era praticamente impossível sustentar qualquer tipo de conversa, paquerar então, nem em sonho.
Mas conforme fui aprendendo japonês, fui entendendo mais também a forma de pensar e comportamento das pessoas aqui.
Algo que pra mim tem sido muito claro é que se a pessoa gostar de você, verbalmente não será diretamente falado. Mas as atitudes mostrarão por si só. Não me refiro a ações românticas ou demonstração de amor em público. Mas os pequenos gestos importam muito. O termo 「空気を読める」(algo como "ler o ar", ou seja, pegar no ar o significado) também vale muito para relacionamentos.
Coisas do tipo, os amigos saberem que o cara tem uma namorada já é muita coisa (é comum que se "esconda" a existência de um(a) namorado(a)), uma mensagem no fim do dia, cobrir a pessoa se ela adormece no sofá, colocar aquele filme que ele(a) quer assistir mesmo que você nem tenha tanto interesse no filme assim.
Parece tão básico, mas na prática, a gente acaba cobrando mais ne? Demonstrações de afeto, conversas diárias, contar como foi seu dia, ouvir o dia da pessoa com quem você se relaciona... isso eu não vejo acontecer aqui. Parece que "o que acontece no trabalho não diz respeito ao parceiro". Mas isso não quer dizer que o relacionamento seja frio. Mesmo. É só a forma de se relacionar que é diferente. Quando eu aprendi a olhar com os olhos dele, as situações me pareceram fazer muito mais sentido.
No início eu me sentia sozinha frequentemente e muitas vezes deixada de lado. Hoje, tentando olhar com outros olhos e considerar a cultura japonesa que é muito mais tímida do que a brasileira, eu não posso reclamar de nada. Tampouco posso concordar quando dizem que japoneses são frios.
Japoneses são seres humanos como qualquer outro e tem sentimentos e necessidades, também se sentem sozinhos e também querem carinho. Afinal, quem não gosta de um chamego? 
Ontem, conversando com uma colega brasileira, que é casada com japonês e mora no Japão há mais de 20 anos, ela definiu de forma que eu acho que explica bem: " Os japoneses são de uma delicadeza imensa. Mesmo se preocupando com você, não vão se intrometer na sua vida ou fazer perguntas indiscretas. Mesmo se casados. O respeito pelo espaço do outro é muito valorizado." 
Acho que é exatamente isso. Sei que deve parecer estranho chegar em casa e não ficar conversando sobre o que você fez durante o dia ou não saber o que o seu parceiro fez ( aliás, eu não acho isso muito bom em alguns pontos. Por exemplo, acho que o índice de traição aqui é muito alto. Mas deixa pra um proximo post...), mas a gente acaba acostumando.
O que vocês acham? Já tiveram alguma experiência com japoneses? 



Turistando pelo Japão

Oi gente! Muitos amigos ultimamente tem me pedido dicas de turismo no Japão e seus custos, esse ano um monte deles estão vindo entre agosto e novembro a turismo! Legal, ne? Acho que hoje em dia está bem mais fácil conseguir viajar, com tarifas aéreas mais baratas e promoções, e com internet e google fica bem mais prático se locomover e reservar hoteis, etc.
Monte Fuji

Então resolvi fazer esse post, com algumas dicas para quem vier passear por aqui. Eu mesma não turistei muito, então não posso afirmar com toda a propriedade do mundo que o que falarei aqui é 100% certo. Mas baseado em alguns custos, alguma experiência de vida e um pouco do que conheci por aqui, espero que ajude um pouco!

Não vou comentar muito sobre passagem aérea, pois dependendo da época do ano, as tarifas mudam, assim como há casos de uso de milhas, etc. No meu caso, nas duas vezes que fui passear no Brasil, a passagem (de ida e volta) saiu por volta de 140.000 ienes, algo em torno de 1278 dólares americanos, pela conversão de hoje. A primeira vez fui pela Air France e a segunda vez, esse ano, pela Etihad.

Pois bem, minha primeira dica para quem vier a turista aqui é: JR RAIL PASS.
Existem várias linhas de trem no Japão, mas uma das principais é a linha JR. Com essa linha, é possível pegar os trem balas e andar por quase todos os lugares de Tokyo e principais cidades 

tirado do site http://www.japanrailpass.net/en/
Kinkakuji, o templo de ouro, em Kyoto 


Existem 3 opcões: de uso contínuo por 7, 14 ou 21 dias. O preço do passe de 7 dias é 29,110 ienes (algo em torno de 830 reais), o de 14 dias custa 46,390 ( aprox. 1326 reais) e o de 21 dias custa 59,350 ienes ( aprox. 1697 reais). Olhando assim, parece caro, mas se você estiver planejando uma viagem em que você visite Tokyo, Kyoto e Hiroshima, por exemplo, você gastaria de Tokyo-> Kyoto aprox. 14.000 ienes ou de Tokyo -> Hiroshima aproximadamente 19,000 ienes. 
Eu acho que vale muito a pena investir no JR Rail Pass, uma vez que ele vale não somente para os trem balas, mas também para os trens normais. Na ponta do lápis, fica mais em conta (claro que depende de quanto você usaria os trens, mas de modo geral, quando se turista, andamos o máximo possível para conhecer a maior quantidade de lugares possível ne?) , sem contar o sossego de não precisar se preocupar em comprar os tickets de cada viagem nas cabinas (o que, para quem não fala japonês, poderia dar um pouco de nervoso).

Pontos turísticos básicos


Os lugares que as pessoas mais visitam quando vem ao Japão são, sem dúvida, Osaka, Kyoto, Tokyo, Nara, Hiroshima, Okinawa. Eu mesma visitei alguns desses lugares e são mesmo incríveis!

Em Kyoto, temos o Kinkakuji ( o templo feito de ouro) e Kiyomizudera ( Literalmente, templo das águas puras ), e faz parte dos monumentos históricos da antiga Kyoto e patrimônio mundial da UNESCO. 


Nara, com os veadinhos <3 



Em Nara tem o templo Todaiji, um dos complexos budistas mais famosos e gigantesco do Japão. 
Além de lindas imagens budistas e construções de arquiteturas impressionantes feitos em madeira, há também os veados que interagem com os turistas. São vendidos semeeis (biscoitos japoneses) para alimentar os veados e brincar com eles. ( Apesar de achar fofos, fiquei com um pouco de medo rs) 

Shibuya


Hiroshima e Okinawa são lugares que eu sou louca para ir, mas ainda não tive oportunidade, quem sabe logo mais..
Em Tokyo há TANTOS lugares para conhecer, que para quem tiver condições, eu recomendo ficar no mínimo 1 semana aqui! 
Os bairros de Shinjuku, Shibuya, Omotesando, Harajuku, Akihabara, Ginza, Roppongi eu indico demais para quem quer ver o movimento de megalópole de Tokyo, a parte fashion, compras e restaurantes diversos. 
Akihabara
Harajuku é o bairro famoso pela rua Takeshita dori, onde cosplayers, lolitas, visual keys e outras culturas pop andam por lá livres de qualquer julgamento. Para quem gosta da cultura kawaii, é um prato cheio também, além das infinitas lojinhas de rua de roupas exoticas, maquiagens e acessórios.  
Para quem curte eletrônicos, o bairro é Akihabara! Lá também é possível achar varios figure arts e cafés exoticos, como Maid Cafés. Se você não sabe o que é isso, da uma olhada nesse vídeo do meu amigo, Hiro, do canal Aqui Pode - A vida no Japão





Em Roppongi temos restaurantes, bares e night clubs, além de lojas de grife e entre novembro e fevereiro, as belas iluminações de fim de ano!


Iluminação de Natal em Roppongi











Tokyo Tower

Doces no Japão
Roll cake de framboesas com merengue, do La Maison Kioi 

      O Japão tem seus doces tradicionais, tais como wagashi, mochi, dango, daifuku e demais doces feitos à base de arroz mochi, feijão azuki e outros ingredientes japoneses. Eu adoro todos, mas tenho uma paixão também pelos doces originalmente não japoneses, mas que eu acho que é feito com maestria aqui. 
Além de lindos, são gostosos e não tão doces, e por isso, não são enjoativos pra comer. 
      Ao longo do tempo que tenho morado aqui, tenho ido bastante em cafés e docerias, por pura gordice mesmo! 
      Gosto da delicadeza das confeitarias daqui, especialmente o capricho que os pratos são preparados. 
      A gente come com os olhos primeiro, se apaixona ao ver a vitrine de doces! Dependendo da época do ano, os doces também mudam. Agora, agosto, tenho visto muitos doces de manga, frutas tropicais, melão, melancia, e kiwi. Perto do fim do ano, há muitos bolos e sobremesas de morango ( inclusive no Natal, há a tradição de comer bolo de morango!).

      O post de hoje vai ser especial pra mostrar alguns dos doces que tenho comido por aqui!
bolo de chocolate de um café em Shinjuku

sorvete com frutas e cheese cake, do restaurante Gasuto. Ele vem servido nesse bowl de pedra congelada e recomendam misturar tudo antes de comer

Sorvete em mini bolinhas coloridas saborizadas. Pra mim, pareceu um monte de sacolé em formato de mini bolinhas ahaahah. Mas era gostosinho =) 


Bolo de framboesa da doceria Almond, em Roppongi. Acho que esse lugar é um dos meus favoritos.

Parfait de macha do restaurante Kyoumachikoisigure, em Shinjuku

Sorvete de Pistache de um restaurante Okinawano em Nagoya

Bolo Charlotte na doceria Ma Maison, em Shibuya

Doces diversos da doceira perto de casa

Sobremesas diversas do restaurante francês Saint Marc, perto de casa

Sobremesa do course do restaurante do Hotel que ficamos em Kawaguchiko, perto do Monte Fuji

Sobremesa de um restaurante em Odaiba, na baía de Tokyo


Tiramisu com manga, do L'Occitane Café em Shinjuku

Mousse de laranja da confeitaria perto de casa



Bolo de mix berries da confeitaria perto de casa

Sobremesa do restaurante Kikukasou. Esse lugar era a casa da família Imperial antigamente. O jardim era lindo e a comida maravilhosa. Acho que merece um post só pra ele!





E aí, o que acharam? Você, que já veio ou mora no Japão, tem alguma preferência pelos doces daqui? Ou tem algum lugar pra me indicar? Eu adoro doces e sempre que posso saio pra experimentar algum lugar novo por aqui! 
DIFERENÇAS CULTURAIS E BARREIRAS NA LINGUAGEM
Até eu vir morar aqui, sempre achei que por ter sido criada numa família japonesa e com a avó mais-japonesa-que-tudo-no-mundo, eu não sentiria muita diferença se morasse no Japão. Cresci ouvindo na escola que eu era “japa”, que meus costumes eram mais japoneses do que brasileiros e que deveria ir pro Japão. Honestamente, até acreditei nisso.
Talvez por isso, quando eu cheguei aqui, o choque de realidade veio com tudo numa voadora na cara. Eu, iludida de tudo na vida, cheguei no Japão achando que ia ser tranquilo. Mas na vida real, cheguei aqui e levei um combo “barreira de linguagem-cultura-e-falta-de-dinheiro”.

Eu sabia que eu não sabia japonês, mas por outro lado, acreditava que aquele japonês da avó falando comigo a vida toda me ajudaria a sobreviver aqui. Na primeira vez que vim ao Japão, numa escala de 0 a 10, eu entendia tipo nível 1… Como o sonho de aprender a falar japonês, aliado à vontade de viver aqui era algo muito intenso na minha vida, vim com a premissa “A melhor forma de aprender uma língua é vivendo no País onde essa língua é falada”, mas eu não achava que o perrengue ia ser tão grande. 

Logo após chegar no Japão, o meu então namorado me levou pra casa dele pra me apresentar à família dele. Ele fala inglês, mas a família não fala. Na mesma semana viajei com a família toda para a casa de praia deles, em Izu, província próxima de Tokyo. Eu, ele, os pais e a avó. Eu estava simplesmente travada. Com medo de falar alguma besteira, não sabia nem me apresentar em japonês, não conseguia manter uma conversa nem montar uma frase inteira que fizesse sentido. Também tinha a tensão toda de causar uma boa impressão pra família do bophe e a preocupação em ser aceita numa família japonesa, sendo estrangeira. 

Para minha surpresa, fui muito bem recebida e a avó dele tentava interagir comigo de qualquer maneira. Ela falava muito devagar as palavras para me fazer entender e apontava os objetos, fazia mímica, mandava o bophe traduzir nossa conversa… 
A primeira viagem para Izu

Eu sempre ouvi que os japoneses são extremamentes fechados e introvertidos. Hoje acho isso um mito. Não que não haja pessoas assim aqui, mas como em qualquer lugar do mundo, há personalidades de todos os tipos. No meu caso, eu tive sorte por ter encontrado uma família que me aceitou e me adotou. Mas não por isso, não foi difícil a adaptação.

Aprender a tomar banho de onsen, a fazer comida de ano novo, a me apresentar, a entender o que o bophe pensava e aprender a aceitar (ou não) certos comportamentos, perder o costume de gesticular com as mãos quando falo, a não olhar tão direto nos olhos da pessoa com quem estou conversando, tudo isso foi bem hard pra mim e até conseguir conviver bem com isso, rolaram muitas lágrimas, noites mal dormidas (e não dormidas também), muita gastrite e discussões.

Até hoje eu acho difícil muitos pontos da cultura daqui. Já se passaram quase 2 anos e meio morando aqui e ainda não entendo muito bem os impostos aqui, como funciona meu plano de saúde e mais vários outros detalhes burocráticos da vida aqui. Não que eu entendesse muito bem no Brasil também, mas né…

O que levo de lição dessa vida que escolhi há 2 anos é que tudo o que ouvi sobre os japoneses serem frios, não abraçarem, não demonstrarem carinho, é mentira. A forma que eles demonstram é diferente da forma que os brasileiros demonstram. No Brasil é muito comum se abraçar e se tocar, aqui não é. Muitas vezes as pessoas se assustam se você encostar nelas. Eu mesma, acabei me acostumando a isso e quando alguém vem encostando em mim eu me sinto desconfortável, a não ser que seja muito amigo ou que seja mulher. Cumprimentar encostando nem pensar. 
Mas isso não quer dizer que as pessoas não se abraçam. Hoje mesmo, fui conhecer a unidade nova do restaurante em que eu trabalho e uma amiga minha trabalha lá. Ao me ver, ela veio com os braços abertos e me abraçou. Um amigo que trabalha comigo no bar também, não raramente chega do meu lado e me abraça. Eu acho bonitinho e de certa forma, muito pura a forma que eles interagem com seus queridos. 

O que eu sinto aqui é que os detalhes significam muito. Por exemplo, quando fiz essa viagem pela primeira vez com a família do namorado, a avó dele, mesmo sem conseguir conversar comigo direito, foi colhendo florzinhas pelo caminho em que passávamos em um dos nossos passeios e fez um arranjo de cabelo e colocou em mim. Se isso não é uma forma singela e genuína de demonstração de carinho e delicadeza, eu não sei mais o que poderia ser.
Em Izu, na minha primeira viagem com a família do namorado, com o arranjo de flores que a avó dele fez 
Foto por Sho Fujii - visitando uma montanha de azaleas com a família dele
Existe uma expressão que eu acho que define bem a forma de viver aqui: “空気を読める”, que significa, literalmente, “ler o ar”. Significa o que seria para os brasileiros, “pegar no ar” ou “para bom entendedor, meia palavra basta”, mas no caso aqui, sem a palavra. Um olhar, uma levantada de sobrancelha, uma leve arqueada nos lábios, ou uma leve inclinada de cabeça deve ser suficiente para o entender o que o outro quer dizer. Isso pra mim é o mais difícil até hoje, mas pouco a pouco estou aprendendo!
Ainda não consigo me expressar da forma que gostaria e muitas vezes ocorrem mal entendidos por eu não ser fluente na língua e não ter a mesma cultura que eles, mas depois de 1 ano morando aqui, comecei a fazer amigos japoneses e a interagir mais com eles. Acho que tem sido a melhor forma de aprender a língua e o comportamento das pessoas daqui!


De qualquer maneira, com seus prós e contras, ainda acho Japão um lugar ótimo de se viver, com muita civilidade e educação, limpeza e amor. Porque EXISTE AMOR EM TOKYO SIM! <3 <3 
Nosso primeiro hanabi (fogos de artifício) juntos em 2015
O melhor sentimento do mundo
Oie Gente,

Tudo bem?

 Hoje eu vou contar um pouquinho sobre o MELHOR sentimento do mundo! Isso aconteceu no dia 01.07.17, lembro o dia porque tudo o que é importante nos datamos para nunca mais esquecer e também, porque ainda é recente!! Rsrsrs
Brincadeiras á parte, nesse dia eu acordei as 04:00 da manhã pra fazer o café da manhã pra minha irmã e para o meu cunhado, porque íamos sair de casa as 05:00 da manhã pra ir até Boituva que da mais ou menos 1h30min de viagem no horário que saímos de São Paulo, não tinha transito nenhum. Chegamos lá em Boituva ás 6:50 da manhã e o dia estava LINDO e  MARAVILHOSO para ter um ótimo de vôo, pegamos a primeira viagem que foi sensacional, porque o céu estava lindo e o tapete de nuvem estava ao nosso favor, para termos uma bela vista a apreciar.

O que eu estava pensando, meu deus, que delicia, não estou acreditando que eu estou saltando, que eu vim até aqui! Porque eu sempre quis saltar,e por ser caro, eu não ia, e claro que eu tinha combinado com meu ex de esperar os amigos dele pra ir junto com a gente para saltar todo mundo junto, claro que um deles não esperou ninguém e foi sozinho e mesmo assim não fomos. Então, depois de esperar por 7 anos pra saltar, SIM, esse foi o tempo que eu esperei pra SALTAR e não FUI...porque estava esperando ele, até que então eu fiquei solteira...rsrs
E a amiga da minha irmã a Nati, veio para São Paulo nós visitar e matar AQUELA saudades, papo vem papo vai e ela comenta, amanhã estou indo pra Boituva saltar de paraquedas, Vamos?? Rsrs
Eu olhei pra minha irmã e ela olhou pra mim e disse: Vamos? Eu só dei um sorrisinho e disse : Demoroooooo, super topoooooooo!!

Infezlimente não deu certo para irmos juntas, já que tinhamos comprado o salto na promoção do GROUPON que estava R$287,00 c/ direito á 10 fotos inclusas que você não tem o direito de selecionar as fotos que você mais gostou, porque quem seleciona é o computador. Então, galera que for comprar agora, comprem SEM AS FOTOS, e comprem o pacote de lá que eles oferecem na hora, acho que vale super a pena. Eu paguei R$340,00  no credito em 1X porque se fosse parcelado eles aumentavam o valor, mas eu ganhei 800 fotos que foram no da cãmera do meu instrutor mais a do cãmera men e 1 video SENSACIONAL, tirando que as melhores fotos que você recebe são do câmera men, sério gente, vale super a pena pagar  uma vez na vida para guardar de recordação, todos os  momentos são registrados.

O que eu pensei na hora que estava entrando no helicoptero, MEU DEUS não estou acreditando que eu estou aqui, o que eu estou fazendo aqui, será que vou morrer? Eu paguei por isso? Era uma mistura de sentimentos que não tem explicação.

E o que falar daquela vista? INEXPLICÁVEL, pra mim foi a melhor sensacional do mundo, todo aquele stress que eu sentia durante um semestre inteiro passou quando eu cheguei lá no alto, ainda mais que eu estava SUPER stressada com a faculdade, porque perdi um més de aula por causa do meu intercambio que eu vou contar pra vocês também, porque eu amei morar nos States.

Quando eu parei na porta do helicoptero, eu não conseguia parar de sorrir e a única coisa que vinha na minha cabeça era, MEU DEUS, QUERO SALTAR!!!

E quando eu saltei, nem sei o que dizer para vocês, é indescritivél, foi tão bom mais tão bom que eu não pensei em nada, não senti medo nenhum medo nenhum, acho que foi o unico momento da vida que REALMENTE consegui deixar a menti vazia e só aproveitar o passeio, AQUELA VISTA, AQUELA SENSAÇÃO de liberdade e liberar todos aqueles hôrminios do bem estar (endorfina,noradrenalina e adrenalina), resumindo, foi simplismente incrível.

Tchauzinhooo genteeeeeee, até á nossa próxima aventura!!!!










Estou fazendo um curso de Harvard
A primeira vez que fiz intercâmbio tiramos uns dias de folga e fomos visitar Boston e lá fomos visitar Harvard... AMEI! hahaha


Fiquei com uma mega vontade de estudar lá, pesquisei alguns cursos de inglês mas ficou por isso mesmo, porque era muito caro... e eu era meio bobinha... na época do colegial nunca pensei em estudar fora... então não pesquisei nada... fui pra Boston porque estávamos perto para conhecer e tals.. e vi Harvard, entramos na biblioteca, nas salas de aula, jogamos xadrez e tudo!


Mas né, sejamos sinceros, também não estava mal aqui, fiz USP em Ribeirão Preto, dividia apartamento com uma amiga, muitos amigos e um emprego que pagava minhas diversões :)

Já fiz vários cursos à distância e gosto muito da flexibilidade que cursos à distância dão pra gente, especialmente aqui em SP que temos que pensar muito na logística para fazer algo, porque pra qualquer lugar que você vai, já perde 1h no trânsito... quem se identifica?

Depois que virei mãe então... ixi.. meus horários ficam mais presos ainda, ela vai na escolinha na parte da manhã e às 12h tenho que ir buscar... se for para um lugar longe, perco o horário... aí cursos à distância foram a solução para mim!

Se você sabe inglês você vai gostar muito deste site: EDX Courses



Este site oferece cursos das mais renomadas universidades e de graça. Você escolhe uma área de conhecimento e pode fazer o curso. Existem também cursos pagos e a opção de receber um certificado do curso gratuito que você fizer pagando uma pequena taxa :)

Para fazer os cursos você só precisa se cadastrar no site e ter a disciplina para terminar os cursos que escolher dentro do prazo que eles te dão.

Não se engane achando que será fácil fazer... os cursos tem lição de casa para entregar, provas online e projeto final. Achei o máximo!

Estou fazendo o curso de Introduction to Computer Science (CS50) de Harvard e o Introduction to HTML and Java Script da Microsoft e estou gostando muito!

Tem cursos de todas as áreas e acho que vale a pena dar uma olhada se você quer melhorar seu currículo de maneira mais econômica e sem perder qualidade!

#ficaadica

Qualquer dúvida, gritem! Estamos no mesmo barco!

@blogdamoderna